Uma oração a ter presente constantemente no coração:

''Eu Estou entregue nas mãos de Deus.
Eu Sou Divinamente guiado/a e protegido/a
E em mim e por mim é feita a Divina Vontade.
Eu sirvo e manifesto a LUZ , Agora e Sempre!''

17.6.11

A DUALIDADE E A UNIDADE - MAORI MOJAVE - Andromedalink,

Imagem do blogue Café com Gato


A DUALIDADE E A UNIDADE




A palavra benção significa toda a vontade para o bem, vinda do eu mais profundo, do ser divino anterior. Quando essa vontade livre flui diretamente para as regiões mais profundas da consciência de uma outra pessoa. Uma energia vibrante se cria, e ela afeta a consciência da outra pessoa.
Por isso, quando ouvirem a palavra benção é necessário que vocês reajam para que a benção se torne eficaz. A disponibilidade, a boa vontade e a total cooperação são necessárias para fazer com que duas forças se encontrem, uma vez que a benção unilateral não é benção.
Neste artigo vamos falar do processo do desenvolvimento de como funciona a relação entre a unidade e a dualidade. Existem duas maneiras básicas de abordar a via e o eu. Ou, para expressar de modo diferente, existem duas possibilidades fundamentais para a consciência do homem : o plano dualista e o unificado. A consciência humana , a percepção e a experiência em geral são organizadas para o princípio dualista. Isso significa que tudo é percebido na forma de opostos – bom ou mau, desejável ou indesejável, vida ou morte. Enquanto a humanidade viver nesse dualismo, o conflito e a infelicidade deverão persistir. A verdade absoluta, universal e cósmica é sempre unificada e transcende os opostos na compreensão de que neles a crença é ilusão.
Unificação não significa, todavia, que o bem do “ou” dualista é compreendido. As pessoas que acreditam nessa falsa idéia trilham um caminho equivocado : esperam lograr um dos opostos ilusórios como sendo a “salvação”. Enquanto a pessoa se opõe a um lado e se apega a outro, a autocompreensão ou libertação – isto é, o princípio de união – é inalcançável.
O bem desse princípio de união é de natureza inteiramente diversa da do bem do dualismo. O primeiro concilia ambos os lados, ao passo que o último os separa. Isso pode ser testado em qualquer problema pessoal, uma vez que é completamente entendido. Esse aspecto é de extrema importância para a compreensão. Pois, quando vocês buscam um lado de um par de opostos, vocês devem opor-se ao outro lado. Nessa oposição, a alma não está tranqüila e tem medo, e nesse estado vocês jamais podem chegar à unidade.
Apliquemos essa distinção no que concerne ao processo do desenvolvimento. Enquanto a consciência do homem é organizada com vistas à dualidade e não pode transcender, o processo de desenvolvimento é muito problemático. O desenvolvimento é o movimento no tempo e no espaço : por conseguinte , o desenvolvimento no plano dualista automaticamente passa de um extremo ao seu oposto. Desde o momento em que vocês nascem, vocês se movem rumo à morte. Desde o momento em que vocês se desenvolvem rumo à realização, tem início a curva descendente da destruição. Desde o momento em que vocês se esforçam por algum tipo de felicidade, vocês devem temer o seu oposto. No ritmo sempre mutável, o movimento cíclico, eterno do desenvolvimento deve abeirar-se inevitavelmente de seu oposto. Ele se desloca da vida para a morte e desta para a vida e vice-versa ; da construção à destruição, e de novo à construção. Uma coisa gera a outra.
É importantíssimo compreender este conceito pois ele é uma das razões principais por que vocês resistem ao desenvolvimento. Essa crença causa uma resistência profunda, além dos cacoetes psicológicos da neurose. Essa oposição fundamental ao desenvolvimento ainda é percebida depois que as neuroses foram superadas e curadas. Isso explica por que, enquanto vocês percebem a vida em termos dualistas, têm medo do desenvolvimento ; pois temem que alcançar uma meta acarretará a destruição dela mesma. Vocês se enganam lutando contra o tempo, postergando a realização e, dessa forma, também seu oposto, de que têm medo. A estagnação, cria a agitação, ou o movimento no sentido distorcido.
Enquanto o desenvolvimento se dá no plano dualista, existe sempre um cume a ser alcançado e, depois desse cume, uma queda. Assim, no plano dualista, todos os seres vivos deslocam-se num ciclo perpétuo de vida e morte, de construção e destruição, de ser e de vir a ser. Na natureza, as plantas crescem na primavera para frutificar no verão. Morrem aos poucos no outono. No inverno, não existem mais. Só o seu potencial de vida latente é que dormita no chão, à espera de que a semente cresça de novo na primavera. Esse é o processo de crescimento . O júbilo durante a curva ascendente nunca pode ser pleno e livre de inquietações, sem ansiedade, porque, antes de o cume ser alcançado, a descida já é antecipada.
No plano unificado da consciência, devido ao fato de não haver mais opostos a temer, a dicotomia não existe mais. A autocompreensão sempre leva à experiência e à percepção do estado de união. De modos opostos, o estado de união não pode acontecer senão por meio da autocompreensão.
Esta significa pôr de lado as camadas do erro para que o eu real, o ser divino e eterno, venha à luz. Vocês só poderão se despojar dessas camadas de sofrimento, engano, perplexidade e limitação no momento em que não fogem mais de vocês mesmos ; quando estão dispostos a encarar-se a si mesmos como realmente são, em vez de como querem ser ; no instante em que aceitam-se a si mesmos, quando não lutam contra o estado em que se acham temporariamente, mesmo quando compreendem os erros cometidos nesse estado. Tal é o trabalho que vocês estão realizando nesse caminho.
É inteiramente enganoso admitir que a percepção da união não possa ocorrer no plano terreno. É possível, totalmente possível, a qualquer um inclinado a expandir a consciência. A expansão é um processo muito simples que envolve questionamento da veracidade de suas idéias limitadas, a correção do que vocês supõem seja inalterável. Isso, por sua vez, só pode ser realizado quando vocês encaram honestamente os seus estados de espírito e reações mais sutis, e quando os traduzem de modo conciso. Vocês então descobrem que essas reações e reflexos, essas emoções e estados de espírito, se baseiam em certas suposições que vocês nunca questionaram, de vez que tudo é conservado na escuridão da racionalização fácil.
Temos que reconhecer as pequenas formas diárias de desonestidade, o engano de si mesmo e as suposições equivocadas, vocês não as podem questionar nem podem se libertar delas para abrir espaço a uma nova realidade. Sempre que uma perturbação vaga é examinada e verbalizada honestamente, a idéia em que se baseia esta perturbação pode ser revelada e posta em questão. Esse passo aumenta a percepção de vocês, dando-lhes condições de transcender o dualismo e perceber o estado da união. Isso deve ser levado a efeito em cada área da consciência, em todos os aspectos da existência, pois é possível compreender o princípio de união em algumas áreas, ao passo que outras ainda estão mergulhadas na ilusão e no sofrimento do dualismo.
Nunca será demais enfatizar que a libertação de si mesmo, ou a transição do estado dualista para o de união, não pode ser realizada pelo conhecimento acumulado nem pelo raciocínio teórico, tampouco por meio do estudo ou da aspiração a uma meta exterior. Não pode advir da vontade de ser diferente, do esforço de chegar a um estado que já não existe em nós. Só pode vir por meio do estar no agora, da descoberta de que tudo já existe dentro de nós, por trás da confusão e do sofrimento. E esse estado que está por trás da condição que transmite a impressão de uma experiência intensa e momentânea só pode ser liberado e pode vir à luz quando se entende o nível de confusão e sofrimento de maneira clara.
O fluxo cósmico natural, que existe na psique de todo ser humano, em que tudo o que vive à volta e dentro de vocês, é um rio vital borbulhante, que os leva automática e naturalmente rumo ao estado de compreensão de si mesmos, no qual não há mais nenhuma oposição, nenhum conflito que traga a dor. Esse é o estado natural : desse modo, a natureza está a favor de vocês. Ao confiar-se ao fluxo vital, ao deixar-se perceber esse fluxo, as pessoas contribuem para o desenvolvimento do seu destino natural.
O problema de menor importância pode revelar a vocês de que modo acolhem o engano e a oposição, uma não-tendência, em função do medo e da ignorância. Esse problema pode mostrar como vocês detêm o movimento cósmico natural do qual são parte integrante, ao mesmo tempo em que ele é uma parte integrante de vocês. Apenas por meio da visão pessoal das suas reações aos fatos do dia-a-dia é que vocês podem fazer dessas palavras uma verdade oriunda de uma experiência pessoal. Isso não pode acontecer por meio de afirmações “ da boca para fora “ com respeito ao princípio que está por trás das palavras, mesmo que vocês compreendam o que estamos dizendo. O intelecto não será suficiente para fazer com que vocês realizem a transição do dualismo para a unidade.
O desenvolvimento no plano dualista sempre deve estar cheio do medo quanto ao oposto indesejável. Portanto, o processo de crescimento de vocês será tolhido enquanto vocês considerarem o objetivo de crescimento como sendo algo bom, em oposição ao que é ruim.
No plano da união, o desenvolvimento não encontra ameaça de nenhum oposto ; portanto, não é preciso ter medo dele, nem opor-se a ele. O desenvolvimento, contudo, não pode advir de uma oposição à oposição ; ele só se dá quando o oposto de que sente medo pode ser figurado e aceito se for necessário.
Quando vocês não têm mais medo de nenhum oposto, quando não se apegam temerosos a um outro oposto, podem chegar ao estado de união ; mas não podem fazer isto enquanto o medo habitar no coração de vocês.
O processo de desenvolvimento no estado de união significa promover sempre o desdobramento e a expansão. Significa a experiência em expansão de possibilidades infinitas para a beleza, a vida e a vontade ; mas lembrem-se : o belo não é o contrário do feio ; a vida não é o oposto da morte ; bom não é oposto do mau ; porque, no estado de união, nunca são ameaçados por um oposto.
Ao longo da estrada de transição do estado dualista para o de união, é importante entender alguns marcos divisórios, que podem ajudá-los a compreender a vida atual. Quando você estão envolvidos numa busca severa de si mesmos, quando corajosamente encaram a si mesmos e deparam com verdades atrás de verdades, estabelecendo novas condições para o pensamento , a psique de vocês passa por mudanças profundas. O antigo estado de sofrimento, como vocês sabem, foi conseqüência de idéias falsas. À proporção que estas começam a desmoronar, a destruição pode acarretar mudanças exteriores mais ou menos drásticas.
Quando vocês estão num período de transição, é-lhes possível em alguns níveis chegar ao início da experiência de união. Vocês sentem uma paz e uma alegria profundas a cada momento com o bem desejado. Vocês percebem que todo momento vivo traz em si potencial para a alegria e paz.
Quando são francos consigo mesmos, vocês não têm mais medo de nada, não se apegam demasiado a coisa alguma tampouco insistem em que o bem de vocês lhes seja dado. Nesse momento, estão abertos para que a fonte divina os satisfaça e transmita a realidade da vida num ponto em que nada há de temer e só o bem existe. Vocês podem procurar esse bem sem pressa e lográ-lo exatamente porque sabem que ele lhes pertence. Vocês não têm medo de o perder porque auferem a alegria de ambos os opostos do estado dualista. De maneira breve, isso é, assim como pode ser expresso, a essência do estado de união.
Ora, esse estado pode começar a existir parcialmente, em particular em certas áreas da vida da pessoa. Vocês ainda não chegaram à transição completa ao despertar, em que descobrem que a verdade da vida sempre existiu para vocês sem necessidade de temer coisa alguma nem de ansiar por algo ; mas a consciência que está vindo à luz promove posteriormente um desenvolvimento e um enriquecimento cada vez maiores nas circunstâncias exteriores, e de modo tão harmonioso e orgânico, que tudo talvez pareça coincidência.
As melhorias exteriores podem ou não coincidir com idéias e ideais que vocês têm conservado no plano dualista, mas o modo como vocês alimentam essas idéias e ideais é inteiramente diferente. Por outras palavras, as metas podem continuar inalteradas, mas a experiência que vocês têm delas será distinta. Também, mesmo quando vocês não tiverem alcançado um objetivo, não sofrerão como sofreram ao perceber a realidade de maneira dualista. O desenvolvimento no estado de união se manifesta definitivamente na confiança cada vez maior no eu, na vida. O desenvolvimento também traz em si uma alegria e uma paz que tornam cada momento emocionante, interessante e isento de angústia ou aborrecimento. Cada instante é rico em possibilidades e abriga perspectivas maiores e desconhecidas da percepção.
Ao mesmo tempo, vocês continuam a reagir da mesma forma - com medo, desconfiança, angústia, desespero e egoísmo férreo – comumente nos momentos em que a psique se vê atormentada pelas imagens, pelos padrões de comportamento neurótico e pelas idéias equivocadas, tão profundamente arraigadas, que vocês precisam de um trabalho mais prolongado e paciente para mudar sua imagem interior. O outro lado alcança muito lentamente, por assim dizer, o lado que já está bem próximo e em parte numa nova terra, onde a luz jamais é ameaçada pela escuridão.
Vocês criaram o velho estado sobre os alicerces do erro, e esses fundamentos devem primeiro desmoronar antes de se assentarem as bases dos verdadeiros conceitos. As estruturas formadas com base em conceitos errôneos inevitavelmente devem ser destruídas. Essa lei indica a falsidade do dualismo, cujo sinal inequívoco é sempre a percepção de que uma posição é linear e inalteravelmente desejável, e de que o seu oposto é desejável. Assim, vocês se apegam à idéia de que a construção é sempre boa, ao passo que a destruição é sempre ruim. A unificação desses dois opostos só pode vir no estado de união na medida em que ambos os lados se reconciliam. Para compreender o estado de união, vocês devem reconhecer que a destruição dos erros pode ser desejável e a construção dos erros é indesejável.
Ora, a destruição sempre é um processo doloroso, seja ou não desejável. Enquanto as edificações do erro estão sendo destruídas, a vida pode estar confusa. Vocês se sentem ameaçados e em falta. Exteriormente, até os aspectos aparentemente desejáveis da existência desapareceram, e nenhuma estrutura adequada os substituiu. Quanto maiores as construções errôneas, mais prolongados os períodos de revira-volta, naturalmente dolorosos ; porém, esses períodos só são dolorosos porque vocês compreendem equivocadamente o que está sucedendo e acreditam que se trate de uma recaída e de inadaptação do ponto de vista pessoal. Assim, vocês perdem o estímulo, caem em desespero e resistem ao fluxo que poderia levá-los a um novo estado mental. Este, entretanto, só pode se dar por meio da destruição do antigo estado. Ao se bater contra o movimento orgânico e desejável, vocês prolongam o período de dor, o período de transição – dor principalmente por esse período não ser compreendido. Vocês pensam: “Estamos aqui nos empenhando tanto, mas veja o que acontece apesar disso : tudo parece escapar-nos pelos dedos como areia ; não só encontramos a satisfação, como também acabaram os dias de prazer”.
Quando vocês perceberem que o desmoronamento da antiga estrutura é desejável porque os velhos hábitos só pareciam dar-lhes satisfação, vocês não clamam por algo que não é de forma alguma uma perda. Tampouco serão levados a crer que não progrediram. Essa condição talvez seja a melhor que vocês podem compreender, vocês estão evoluindo para uma nova realidade, mas ainda resistem a ela porque se recusam terminantemente a deixar que a sua intuição lhe diga para onde o fluxo cósmico da vida os está levando.
Em vez disso, vocês precisam sentir profundamente que o que ocorre não é uma recaída, mas, em vez disso, a destruição do processo antigo que, de fato, é o próprio germe de uma nova construção. Vocês têm de ter consciência de que, no ato de destruir o erro, a verdade estabelece a reconciliação entre a construção e a destruição, e as torna um movimento, em vez de dois opostos em conflito. Por isso, vocês não serão mais desestimulados, nem sofrerão particularmente quando não tiverem esperanças de que sua vida seja diferente, pois terão consciência de que tudo é como deveria ser, como tem de ser ; pois a real falta de um bem desejado magoa muito menos quando a pessoa não percebe esta falta como um sinal negativo. Quando a pessoa, contudo, acredita que “ se eu tivesse onde deveria estar, as coisas não aconteceriam dessa forma “, a perda é muito mais dolorosa. Quando em vez disso, você vêem esse período de transição como um passo orgânico rumo à completude, vocês descobrem que é muito mais fácil passar pela dor.
Isso não deve ser interpretado como significando que vocês não devem procurar uma solução inteligente para um problema determinado ; mas quando encontrarem todas as portas fechadas, quando a vida parecer mostrar-lhes claramente, de dentro de vocês e também do mundo exterior, que não podem achar uma saída, então vocês poderão descansar, certos de que as velhas estruturas baseadas no erro de percepção dualista estão desmoronando. Quando vocês fomentarem essa idéia em seu entendimento, aceitarão o fluxo da vida em vez de se opor a ele.
“ Nós irradiamos um desejo profundo e forte, oriundo das regiões mais remotas da consciência universal, para que ele alcance cada um de vocês. Ele os alcançará se vocês aceitarem esta força e a ela se unirem. Ao fazer isso, vocês não querem opor-se à verdade de forma nenhuma, mas buscam a sua verdade interior. Só depois começarão a sentir os efeitos desse poder ; mas ele é muito real em seu fluxo contínuo no fundo do coração de vocês, ou seja, estejam em paz naquela região profunda de si mesmos em que todas as coisas são uma só “


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