Uma oração a ter presente constantemente no coração:

''Eu Estou entregue nas mãos de Deus.
Eu Sou Divinamente guiado/a e protegido/a
E em mim e por mim é feita a Divina Vontade.
Eu sirvo e manifesto a LUZ , Agora e Sempre!''

20.9.12

Cris De Paschoal e Cathya Gaya,entrevistam Fabio Del Santoro


TV ORKUT-PROGRAMA ENIGMAS-19/09/2012-CONEXÃO URANO

Cris De Paschoal e Cathya Gaya,entrevistam o renomado contatado e escritor
Fabio Del Santoro que lança o livro Conexão Urano 6 ,e esclarece sobre os eventos vindouros de transição planetaria.
E na pauta cultural Donny Jr.(cover de Luiz Miguel) encanta todos com sua linda voz  

Um Programa que visa o esclarecimento das massas
para uma Sociedade mais Humana e fraterna.


Fábio Del Santoro


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3.9.12

A Experiência Não é a Coisa Real - Sri Nisargadatta Maharaj




A Experiência Não é a Coisa Real


Maharaj: O buscador é aquele que está em busca de si mesmo. Logo ele descobre que seu próprio corpo não pode ser ele. Uma vez que a convicção ‘Eu não sou o corpo’ tenha se tornado tão bem enraizada que ele não pode mais sentir, pensar e atuar por e em benefício do corpo, facilmente descobrirá que ele é o ser universal, conhecendo – e agindo em consequência – que nele e através dele o universo inteiro é real, consciente e ativo. Este é o âmago do problema; ou você é consciente do corpo e escravo das circunstâncias, ou você é a própria consciência universal – e em pleno controle de cada fato.
Ainda assim, a consciência, individual e universal, não é meu verdadeiro lar; não estou nela, ela não é minha, não há nenhum ‘eu’ nela. Estou além, embora não seja facilmente explicado como alguém pode ser nem consciente, nem inconsciente, mas exatamente além. Eu não posso dizer que estou em Deus ou que eu sou Deus; Deus é a luz e o amor universais, a testemunha universal; eu estou além inclusive do universal.

Pergunta: Neste caso você é sem nome e forma. Que tipo de ser você tem?

M: Sou o que sou, nem com forma nem sem forma, nem consciente nem inconsciente. Estou fora de todas estas categorias.

P: Você está empregando a abordagem do neti-neti (não isto, não aquilo).

M: Você não pode encontrar-me pela mera negação. Eu sou tanto tudo quanto nada; nem ambos, nem nenhum. Estas definições se aplicam ao Senhor do Universo, não a mim.

P: Você pretende transmitir que você é exatamente nada.

M: Oh, não! Sou completo e perfeito. Sou a existência do ser, a sabedoria do saber, a plenitude da felicidade. Você não pode me reduzir ao vazio!

P: Se você está além das palavras, sobre o que deveremos falar? Falando metafisicamente, o que você diz se mantém coeso, não há nenhuma contradição interna. Mas não há nenhum alimento para mim no que você diz. Está completamente além de minhas necessidades urgentes. Quando peço pão, você me dá joias. São bonitas, sem dúvida, mas eu estou faminto.


M: Não é assim. Estou oferecendo a você exatamente o que você necessita – o despertar. Você não está faminto e não precisa de pão. Você necessita de cessação, renúncia, desembaraço. O que você acredita necessitar não é o que você necessita. Eu conheço sua necessidade real, você não. Você necessita retornar ao estado no qual eu estou – seu estado natural. Qualquer outra coisa que você possa pensar é uma ilusão e um obstáculo. Acredite em mim, você não necessita nada exceto ser o que é. Você imagina que aumentará seu valor pela aquisição. É como o ouro imaginando que uma adição de cobre o melhorará. A eliminação e a purificação, a renúncia de tudo o que é estranho à sua natureza é o bastante. Tudo mais é vaidade.


P: É mais fácil dizer que fazer. Um homem vem a você com uma dor de estômago e você o aconselha a vomitar seu estômago. Certamente, não haverá problema nenhum sem a mente. Mas a mente existe – de forma muito tangível.

M: É a mente que lhe diz que a mente existe. Não se deixe enganar. Todos os infindáveis argumentos sobre a mente são produzidos pela própria mente, para sua própria proteção, continuação e expansão. É a rejeição a considerar os espasmos e convulsões da mente que pode levá-lo além dela.


P: Senhor, eu sou um humilde buscador, enquanto você é a própria Realidade Suprema. Agora o buscador se aproxima do Supremo para ser iluminado. O que o Supremo faz?

M: Escute o que continuo lhe falando e não se afaste disto. Pense nisto todo o tempo e em nada mais. Tendo chegado a este ponto, abandone todos os pensamentos, não apenas do mundo, mas de você mesmo também. Permaneça além de todo pensamento, na silenciosa Consciência do ser. Isto não é progresso, pois o que vem já está em você, esperando por você.

P: Assim você diz que devo tentar a parada do pensamento e permanecer firme na ideia ‘Eu sou’.


M: Sim, e esvazie de todo significado qualquer pensamento que venha a você em conexão com o ‘Eu sou’, e não lhes dê atenção.

P: Acontece que eu encontrei muitos jovens que vieram do Ocidente e percebo que há uma diferença básica quando os comparo aos indianos. Parece como se suas psiques (antahkarana) fossem diferentes. Conceitos como o Eu, Realidade, mente pura, consciência universal são compreendidos facilmente pela mente indiana. Eles soam familiares, têm sabor doce. A mente ocidental não responde, ou apenas os rejeita. Ela os concretiza e deseja para o emprego imediato a serviço dos valores aceitos. Estes valores são frequentemente pessoais: saúde, bem-estar, prosperidade; algumas vezes são sociais – uma sociedade melhor, uma vida mais feliz para todos; todos estão conectados com os problemas mundanos, pessoais ou impessoais. Outra dificuldade com a qual nos defrontamos frequentemente nas conversas com ocidentais é que, para eles, tudo é experiência – do mesmo modo que eles querem experimentar o alimento, a bebida e as mulheres, a arte e as viagens, assim eles desejam experimentar a Ioga, a realização e a liberação. Para eles é como outra experiência, a ser obtida por um preço. Eles imaginam que tais experiências possam ser compradas e pechincham sobre o preço. Quando um Guru põe o preço muito alto, em termos de tempo e esforço, eles vão para outro que ofereça pagamentos a prazo, aparentemente mais acessíveis, mas cercados de condições que não possam ser cumpridas. É a velha história de não pensar em um macaco cinza quando tomar o remédio! Neste caso, são coisas como não pensar no mundo, ‘abandonar toda proteção’, ‘extinguir todo desejo’, ‘tornar-se perfeitamente celibatário’, etc. Naturalmente, há um enorme engano em todos os níveis, e os resultados são nulos. Alguns Gurus, em aguda desesperação, abandonam toda disciplina, não prescrevem condições, aconselham o não esforço, a naturalidade, a viver simplesmente em uma Consciência passiva, sem qualquer padrão de ‘deve’ ou ‘não deve’. E há muitos discípulos cujas experiências passadas os levaram ao desgosto de si mesmos de tal maneira que, simplesmente, eles não querem olhar para eles mesmos. Se não estiverem enojados, estarão entediados. Estão fartos do autoconhecimento, querem alguma outra coisa.


M: Permita-lhes que não pensem neles mesmos, se não lhes agrada. Deixe-os que estejam com um Guru, que o observem, que pensem nele. Logo experimentarão um tipo de felicidade, totalmente nova, nunca experimentada antes, exceto, talvez, na infância. A experiência é tão inconfundivelmente nova que atrairá sua atenção e criará interesse; uma vez despertado o interesse, ordenadamente a aplicação se seguirá.


P: Estas pessoas são muito críticas e desconfiadas. Não podem ser de outra forma, tendo passado por tanto aprendizado e tantas decepções. Por um lado elas querem a experiência, pelo outro desconfiam dela. Só Deus sabe como chegar a elas!


M: A verdadeira compreensão e amor as alcançarão.


P: Quando elas têm alguma experiência espiritual, surge outra dificuldade. Elas se queixam de que a experiência não dura, que vem e vai de modo aleatório. Tendo agarrado o pirulito, querem sugá-lo todo o tempo.

M: A experiência, por sublime que seja, não é a coisa real. Por natureza, ela vem e vai. A autorrealização não é uma aquisição. É mais da natureza do entendimento. Uma vez alcançada, não pode ser perdida. Por outro lado, a consciência varia, é fluida e sofre transformação de momento a momento. Não se aferre à consciência e a seu conteúdo. A consciência retida cessa. Tentar a perpetuação de um momento de discernimento ou de uma explosão de felicidade é destruir o que se quer preservar. O que vem deve ir. O permanente está além de todas as idas e vindas. Vá à raiz de toda experiência, para o sentido de ser. Além do ser e do não ser está a imensidade do real. Tente-o repetidamente.

P: Para tentar, é necessário fé.

M: Primeiro deve existir o desejo. Quando o desejo for forte, a disposição para tentar virá. Você não precisa da garantia do sucesso quando o desejo for forte. Você está pronto para apostar.

P: Desejo forte, fé forte – vêm a ser o mesmo. Estas pessoas não confiam nem em seus pais ou na sociedade, nem sequer nelas mesmas. Tudo o que elas tocaram se transformou em cinzas. Dê-lhes uma experiência genuína, indubitável, além da argumentação da mente, e elas o seguirão até o fim do mundo.

M: Mas não estou fazendo outra coisa! Incansavelmente levo sua atenção ao fator incontestável – o do ser. O ser não precisa de provas – ele prova todas as outras coisas. Se eles apenas se aprofundarem no fato de ser e descobrirem a vastidão e a glória das quais o ‘Eu sou’ é a porta, cruzando-a e indo além, suas vidas serão cheias de felicidade e de luz. Acredite em mim, o esforço necessário não é nada comparado com as descobertas a que se chega.


P: O que você diz está certo. Mas estas pessoas não têm nem confiança nem paciência. Mesmo um pequeno esforço cansa-as. É realmente patético vê-las tateando cegamente e, ainda assim, incapazes de agarrarem a mão que as ajuda. Basicamente são boas pessoas, mas estão totalmente desnorteadas. Eu lhes falo: Vocês não podem ter a verdade em seus próprios termos. Devem aceitar as condições. A isto respondem: Alguns aceitarão as condições e outros não. A aceitação e a não aceitação são superficiais e acidentais; a realidade está em tudo; deve haver um caminho que todos possam seguir – sem condições agregadas.

M: Existe tal caminho, aberto a todos, em cada nível, em cada modo de vida. Todos são conscientes de si mesmos. O aprofundamento e a ampliação da autoconsciência – é o caminho real. Chame-o plena ciência, ou testemunhar, ou apenas atenção – é para todos. Ninguém é imaturo para ele e ninguém pode fracassar.
Mas, certamente, você não deve estar meramente alerta. Sua atenção deve incluir a mente também. Testemunhar é antes de tudo Consciência da consciência e de seus movimentos.

http://editoraadvaita.blogspot.pt/2012/08/a-experiencia-nao-e-coisa-real.html



Veja aqui:








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Mais informações sobre Sri Nisargadatta Maharaj

http://nisargadatta.net/index.html

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Sri Nisargadatta Maharaj - A OBSESSÃO COM O CORPO


Estes são pequenos trechos de um livro chamado Eu sou Aquilo, de Sri Nisargadatta Maharaj. Não sei se já tem tradução brasileira. Ele morou na India e faleceu em 1981.

A OBSESSÃO COM O CORPO

Sri Nisargadatta Maharaj

Do livro I Am That

D: Maharaj, você está sentado aí, diante de mim e eu estou aqui a seus pés. Qual a diferença básica entre nós?
M: Não há nenhuma diferença básica.

D: Mas, ainda assim parece ter alguma diferença real. Eu vim a você, você não veio até mim.
M: É porque você imagina essas diferenças que você veio aqui e vai ali em busca de uma pessoa superior.

D: Mas você é uma pessoa superior. Você alega conhecer a realidade enquanto eu não.
M: Eu por acaso lhe disse que você não sabe nada e, portanto, que você é inferior? Deixe aqueles que criaram essas distinções, prová-las. Eu não alego conhecer algo que você não conhece. Na verdade eu sei muito menos do que você.

D: Suas palavras são sábias, seu comportamento é nobre e sua graça é poderosa.
M: Eu não sei nada sobre tudo isso e não vejo diferença nenhuma entre você e eu. A minha vida é uma sucessão de eventos exatamente como a sua. A única coisa é que estou desapegado e vejo o show que passa somente como um show que passa enquanto você se apega às coisas e vai com elas de um lado para o outro.

D: O que o torna uma pessoa tão imparcial?
M: Nada em especial. Aconteceu que eu acreditei no meu Guru. Ele me disse que eu não sou nada além de mim mesmo, e eu acreditei nele. Acreditando nele, eu passei a me comportar de acordo e parei de me preocupar com tudo o que não era eu ou que não era do meu ser.


D: Por que você foi tão bem aventurado em acreditar totalmente no seu professor enquanto nossa fé é nominal e verbal?
M: Quem pode dizer? Isso simplesmente aconteceu. Coisas acontecem sem causa e sem razão e, de qualquer forma, que diferença faz quem é quem? A sua elevada opinião sobre mim é apenas a sua opinião. A qualquer momento você pode mudá-la. Por que dar tanta importância a opiniões, mesmo que sejam as suas?

D: Ainda assim você é diferente. Sua mente parece estar sempre quieta e feliz e milagres acontecem a sua volta.
M: Eu não sei nada sobre milagres. E fico pensando se a natureza admite exceções às suas leis, a menos que concordemos que tudo seja um milagre. Para mim, isso não existe. Há uma consciência onde tudo acontece. Esses milagres são bastante óbvios e fazem parte da experiência de todos. Você apenas não olha com o cuidado suficiente. Olhe atentamente e veja o que eu vejo.

D: E o que você vê?
M: Eu vejo o que você também pode ver aqui e agora, mas pelo foco errado da sua atenção. Você não dá atenção a si próprio. Sua mente está cheia de coisas, pessoas e idéias, nunca com você mesmo. Coloque a si mesmo dentro do foco. Torne-se consciente da sua própria existência. Veja como você funciona, verifique os motivos e os resultados das suas ações. Estude a prisão que você, inadvertidamente, construiu a sua volta. Descobrindo o que você não é você acabará se conhecendo. O caminho de volta a si mesmo vai através da recusa e da rejeição. Uma coisa é certa: o real não é imaginário, não é produto da mente. Até mesmo o sentido de "eu sou" não é continuo, apesar de ser um sinalizador útil; ele mostra onde procurar mas não o que procurar. Apenas dê uma boa olhada nisso. Uma vez que você estiver convencido de que você não pode dizer verdadeiramente nada sobre si próprio, exceto "eu sou", e de que nada para o que você possa apontar pode ser você mesmo, a necessidade do "eu sou" termina. Você não mais tentará verbalizar o que você é. Tudo o que você precisa é livrar-se da tendência de definir a si mesmo. Todas as definições aplicam-se somente ao seu corpo e às suas expressões. Uma vez que esta obsessão com o corpo termine, você reverterá ao seu estado natural, espontaneamente e sem esforço. A única diferença entre nós é que eu estou consciente do meu estado natural, enquanto você está a devanear. Assim como o ouro usado numa jóia não leva nenhuma vantagem em relação ao ouro em pó, exceto quando a mente as cria, assim também somos uno em essência - diferimos apenas na aparência. Descobrimos isto sendo sinceros, procurando, inquirindo, questionando diariamente, a toda hora, dedicando uma vida a essa descoberta.


O SELF ESTÁ ALÉM DA MENTE

Sri Nisargadatta Maharaj - I Am That

Questionador: Quando criança, eu freqüentemente experimentava estados de completa felicidade, chegando ao êxtase. Mais tarde, eles cessaram. Mas desde que vim para a Índia eles reapareceram, principalmente depois que o encontrei. Ainda assim, esses estados, embora maravilhosos, não são duradouros. Eles vão e vêm sem que eu saiba quando voltarão.
Maharaj: Como alguma coisa pode permanecer estável em uma mente, quando ela mesma não é estável?

Q: Como posso tornar minha mente estável?
M. Como pode uma mente instável tornar-se a si mesma estável? É claro que não pode. É natureza da mente ficar vagando. Tudo que se pode fazer é deslocar o foco da consciência para além da mente.

Q: Como se faz isso?
M: Recuse todos os pensamentos, exceto um: o pensamento "Eu Sou". A mente se rebelará no início, mas com paciência e perseverança, ela irá render-se e ficar quieta. Uma vez quieta, as coisas começarão a acontecer espontânea e naturalmente, sem nenhuma interferência da sua parte.

Q: Posso evitar esta batalha com minha mente?
M: Sim, você pode. Apenas viva sua vida da maneira como ela se apresenta, mas fique alerta, vigilante, permitindo que cada coisa aconteça da maneira que acontecer, fazendo as coisas naturais de um jeito natural, sofrendo, regozijando-se, da forma como as coisas vierem. Esta também é uma maneira.

Q: Bem, então eu posso também me casar, ter filhos, tocar um negócio... ser feliz.
M: Certamente. Você pode ser feliz ou não, a escolha é sua.

Q: Bem, eu quero a felicidade.
M: A verdadeira felicidade não pode ser encontrada em coisas que mudam e se vão. Prazer e dor se alternam inexoravelmente. A felicidade vem do self e pode ser encontrada somente nele. Encontre o seu self real (swarupa) e tudo mais virá com ele.

Q: Se o meu verdadeiro self é paz e amor, por que ele é tão inquieto, tão agitado?
M: Não é seu ser real que é agitado, mas seu reflexo na mente é que parece agitado, pois a mente é agitada. É como o reflexo da lua na água movimentada pelo vento. O vento do desejo agita a mente e o "eu", que nada mais é do que o reflexo do Self na mente, parece mutável. Mas essas idéias de movimento, inquietação, prazer e dor estão todas na mente. O Self está além da mente, consciente, mas sem envolvimento.

Q: Como alcançá-lo?
M: Você é o Self, aqui e agora. Deixe a mente em paz, fique consciente, não se envolva e você irá perceber que permanecer alerta mas desprendido, assistindo os acontecimentos indo e vindo, é um aspecto da sua natureza real.

Q: Quais são os outros aspectos?
M: Os aspectos são em número infinito. Conheça um e você conhecerá todos.

Q: Diga alguma coisa que possa me ajudar.
M: Você é quem sabe melhor o que você necessita!

Q: Eu não tenho descanso. Como posso obter paz?
M: Para que você quer paz?

Q: Para ser feliz.
M: Você não é feliz?

Q: Não, eu não sou.
M: O que o torna infeliz?

Q: Eu tenho o que não quero, e quero o que não tenho.
M: Por que você não inverte a situação: queira o que você tem e não se importe com o que não tem?

Q: Eu quero o que é prazeroso e não quero o que é doloroso.
M: Como você sabe o que é prazeroso ou não?

Q: Em função da experiência passada, é claro.
M: Guiado pela memória você tem perseguido o prazeroso e fugido do não prazeroso. Você tem obtido sucesso?

Q: Não, não tenho. O prazeroso não dura. A dor instala-se novamente.
M: Que dor?

Q: O desejo pelo prazer, o medo da dor, ambos são estados de angústia. Existe um estado de prazer puro?
M. Cada prazer, físico ou mental, necessita de um instrumento. Tanto os instrumentos físicos como mentais são materiais, eles cansam e tornam-se batidos. O prazer que eles proporcionam é necessariamente limitado em intensidade e duração. A dor é o pano de fundo de todos os seus prazeres. Você os quer porque você sofre. Por outro lado, a busca pelo prazer é a causa da dor. É um círculo vicioso.

Q: Eu posso ver o mecanismo da minha confusão, mas não vejo a forma de sair dele.
M: O exame detalhado do mecanismo mostra o caminho. Afinal, sua confusão está só na sua mente, que nunca lutou muito contra a confusão e nunca se agarrou tanto a ela. Sua mente se rebela apenas contra a dor.

Q: Então, tudo o que tenho a fazer é permanecer confuso?
M: Fique alerta. Questione, observe, investigue, aprenda tudo que puder sobre a confusão, como ela opera, o que ela faz a você e aos outros. Ao esclarecer a confusão você se livrará dela.

Q: Quando olho para dentro de mim, percebo que meu desejo mais forte é criar um monumento, construir alguma coisa que possa durar mais do que eu. Mesmo quando eu penso em um lar, esposa e filhos, é porque eles são uma testemunha duradoura e sólida de mim mesmo.
M: Certo, construa um monumento para você. Como você pensa fazer isso?

Q: Importa pouco o que eu construo, desde que seja permanente.
M: Certamente, você vê por si mesmo que nada é permanente. Tudo se desgasta, quebra, dissolve. O próprio chão onde você constrói também desaparecerá. O que você pode construir que dure mais que tudo?

Q: Intelectualmente, verbalmente, estou consciente de que tudo é transitório. Ainda assim, de alguma forma meu coração deseja permanência. Quero criar algo que dure.
M: Então você precisa construir isso com alguma coisa duradoura. O que você tem que é duradouro? Nem seu corpo, nem sua mente duram. Você precisa procurar em outro lugar.

Q: Eu anseio pela permanência, mas não a encontro em nenhum lugar.
M: Você, você mesmo não é permanente?

Q: Eu nasci e meu destino é morrer.
M: Você pode verdadeiramente dizer que você não era antes de nascer e você pode possivelmente dizer quando estiver morto: "Agora eu não sou mais"? Você não pode dizer, pela sua própria experiência, que você não é. Você só pode dizer "Eu sou". Os outros também não podem dizer-lhe "você não é".

Q: Não há "Eu sou" no sono.
M: Antes de fazer tais afirmações examine cuidadosamente seu estado de vigília. Você logo descobrirá que ele está cheio de falhas, quando a mente fica em branco. Perceba como você se recorda pouco mesmo quando totalmente acordado. Você não pode dizer que você não estava consciente durante o sono. Você apenas não se lembra. Uma falha na memória não é necessariamente uma falha na consciência.

Q: Posso lembrar, por mim mesmo, meu estado de sono profundo?
M: É claro! Eliminando os intervalos durante suas horas de vigília você gradualmente eliminará os longos intervalos de ausência da mente, que você chama de sono. Você ficará consciente de que está dormindo.

Q: Mas o problema da permanência, da continuidade do ser, ainda continua sem solução.
M: A permanência é mera idéia, nascida da ação do tempo. O tempo, por sua vez, depende da memória. Por permanência você entende uma memória que não falha através de um tempo que seja contínuo. Você quer eternizar a mente, o que não é possível.

Q: Então o que é eterno?
M: Aquilo que não muda com o tempo. Você não pode eternizar uma coisa transitória - somente o imutável é eterno.

Q: Estou familiarizado com o sentido geral do que você diz. Não desejo mais conhecimento. Tudo que eu quero é paz.
M: Você pode obter toda paz que você quer apenas pedindo.

Q: Eu estou pedindo.
M: Você deve pedir com um coração não dividido e viver uma vida integrada.

Q: Como?
M: Desprenda-se de tudo que não deixa sua mente descansar. Renuncie a tudo que perturba sua paz. Se você quer paz, mereça-a.

Q: Certamente todos merecem paz.
M: Somente a merecem aqueles que não a perturbam.

Q: De que forma eu perturbo a paz?
M: Sendo um escravo de seus desejos e medos.

Q: Mesmo quando eles são justificáveis?
M: Reações emocionais, nascidas da ignorância e da inadvertência, nunca se justificam. Procure uma mente clara e um coração limpo. Tudo que você precisa é manter-se bem alerta, investigando a verdadeira natureza de você mesmo. Este é o único caminho para a paz.



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Pesquisando , como sempre, encontrei esta página sobre Sri Nisargadatta Maharaj .

Vale a pena visitar este blogue  http://metamorficus.blogspot.com

Destaco:
Sobre Advaita.


Gracias a JHOLLAND  

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Agora observem as mensagens recebidas na França em Autresdimensions ( http://www.autresdimensions.com/ ) 
transmitidas por  BIDI e recebidas por Jean-Luc AYOUN
 

Traduzidas para português: 


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A VIDA- O JOGO 2012- O SEGREDO - por Neferis



A VIDA- O JOGO 2012- O SEGREDO - por Neferis


-- O grande problema do mundo é que só um lado aprendeu a manipular as forças. Todos os demais se tornaram marionetes desse jogo que em nada tem do Amor. Mestre agora andam dizendo que estamos no fim do jogo. Que jogo? Quem joga? Nunca havia ouvido esse termo em meu coração até depois ouvir falar em um tal de jogos de cartas da NWO, um jogo que dizem ser feito por um grupo de seres. A partir disso muito passou a fazer sentido. Jogos e jogos de puro prazer. Tabuleiros e damas, reis e peões, como peças(pessoas) do mundo, manipulam tudo e todos, Vi desfilar em minha mente cada um fazendo seu papel aqui. Veio-me então um sentimento.
-- Dos que sofrem.
-- Sim. Os peões
-- O povo.
-- Mestre não senti o amor nesse fato. Dizer que tudo é de Deus, que ele tudo permite, seria uma quase verdade, mas isso não seria o digno de uma inteligência suprema, mas sim de algo bem egoísta. Esclareça-me então.
-- O Amor é a Fonte, os rios as ramificações. A maioria como os povos vivem as margens dessas ramificações assim não conseguem ver a Fonte em sua grandeza. E é ela quem está a chamar todos, mas em seu caminho de volta existem muitas pedras e colinas que obscurecem sua visão plena, dando apenas uma visão parcial.
-- Estava pensando sobre os jogos. Como se acaba com um jogo, esse jogo de xadrez interminável?
-- Quando se retira o tabuleiro.
-- Vós sempre mais sábio. Fala-me algo mais da matrix.
-- É uma ciência previsível formada por seqüência e números, números e seqüência. Muita coisa para nada que leva a lugar nenhum.
-- Parece um labirinto. Como fazer para sair disso?
-- O fio adamantino, quem o seguir pode sair dele.
-- Que fio é esse?
-- O da verdade. Só ela pode quebrar a seqüência.
-- Não entendo o que queres dizer. Mas aprendi algo importante com eles. É que por detrás de toda mentira contada que lemos por aí, existe uma verdade oculta que querem nos esconder.
-- Os homens perdem seu tempo em conflitos internos diários, de todas as espécies para que não consigam atingir o que eles guardam a sete chaves.
-- Mas o que é?
-- Uma força surpreendente que irá mudar muito todos os conceitos humanos.
-- Ouvi falar na tal convergência de 2012. Teoria das cordas, mundos paralelos, possibilidades diversas, sei lá, dizem que em 2012 o mundo irá passar por um processo de transformação. Até acredito. A mentira é algo que viola os direitos do amor e por intercessão da justiça divina que é toda sabedoria, o único que pode ser por nós é Kether, sua coroa.
-- Que você entende por Kether.
-- Quase nada. Apenas que é a vontade suprema.
-- Kether por ora usa a linguagem que o mundo compreende. Haverá o tempo que usará a linguagem que lhe é própria.
-- Senhor abre-me mais o entendimento.
-- Abrirei como consciência para todos os povos. O Cristo quando enviou Jesus, a sua imagem e semelhança, o Verbo, filho do amor, provocou com esse arquétipo uma mudança nas massas para um mundo melhor. Cristo é a revelação máxima da natureza de Deus para toda nação planetária, Sua vontade é a unificação da consciência individual para uma só consciência planetária. Isso é todos tornarem-se UM. Isso é igualdade e verdade. Haverá sim um resgate, mas não como querem confundir as massas com suas meias verdades distorcendo fatos para que com vossos temores todos permaneçam continuamente presos a matrix, Que não é a matrix que não seja também vossas próprias individualidades tornando-vos fracos para o mundo e sem força para ouvir a Deus?
-- Como poderemos nos soltar?
-- Vão a luz de vossas consciências. Que é a consciência senão o próprio Cristo em suas cabeças? Esse é o Verbo que se faz ouvir em vossos corações. Assim afirmo que em 2012 está vindo dentro dos universos das possibilidades o que cada um criará para si mesmo, a mãe, a Shekiná, a "geratriz" que engedra em si mesmo o filho. É isso que eles tem escondido de vós. A manifestação dos seus 12 raios de luz, dentro de vocês também porque seu universo será expansão e voces o verão. Mas lembrem-se, nem todos que dizem, eis aqui o reino, estão com a verdade. Esperem pela sua manifestação de glória, primeiramente dentro de vós. Nesse dia a Luz do Mundo estará aqui operando e voces hão de glorificá-la porque o Cristo estará em voces.
-- Lembrei-me do dodecaedro sobre o qual já escrevi aqui no Portal.
-- Quando seu coração criou o Portal para Jesus, saiba que todo Amor do Pai aí sempre esteve contigo.
-- Foi por amor que tudo se fez
-- E por amor tudo se fará pelo Bem.
-- Obrigado Senhor. E seja feito segundo vossa vontade. Amém.