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Jesus levou a Deus, como homem deste reino, a maior de todas as
oferendas: a consagração e a dedicação da sua própria vontade ao serviço
majestoso de fazer a vontade divina. Jesus sempre interpretou, e de um
modo consistente, a religião, nos termos totais da vontade do Pai.
Quando estudardes a carreira do Mestre, no que diz respeito à prece ou a
qualquer outro aspecto da vida religiosa, não procureis tanto o que ele
ensinou, mas deveis procurar o que ele fez. Jesus nunca orou por dever
religioso. Para ele, a prece foi uma expressão sincera da atitude
espiritual, uma declaração de lealdade da alma, uma demonstração da
devoção pessoal, uma expressão da gratidão, um modo de evitar a tensão
emocional, uma prevenção para os conflitos, uma exaltação intelectiva,
um enobrecimento do desejo, uma demonstração da decisão moral, um
enriquecimento do pensamento, um revigoramento das inclinações mais
elevadas, uma consagração do impulso, um esclarecimento de pontos de
vista, uma declaração de fé, uma rendição transcendental da vontade, uma
afirmação sublime de confiança, uma revelação de coragem, uma
proclamação da descoberta, uma confissão de devoção suprema, uma
validação da consagração, uma técnica de ajustamento das dificuldades e
uma mobilização poderosa, dos poderes combinados da alma, para suportar
todas as tendências humanas de egoísmo, mal e pecado. Ele viveu
exatamente uma vida na prece e na consagração devotada a fazer a vontade
do seu Pai e terminou a sua vida de modo triunfante, exatamente com uma
dessas orações. O segredo da sua vida religiosa sem par foi essa
consciência da presença de Deus; e ele a alcançou por meio da oração
inteligente e da adoração sincera — de comunhão ininterrupta com Deus — e
não por indicações, vozes, visões, nem por práticas religiosas
extraordinárias.